A autora

Aos 23 anos me formei em direito pela PUC-Rio. Apesar de contente por finalizar uma fase, os últimos períodos da faculdade já apontavam que o mundo jurídico apenas me interessava como objeto de estudo e não como estilo de vida, então a crise de identidade bateu forte.

As diversas adversidades que eu tinha vivido nos meus 5 anos de faculdade já haviam demonstrado que meu corpo e, principalmente, minha alma, sentiam-se oprimidos pela realidade da “vida de cubículo” dos grandes escritórios, enquanto minha paixão sempre fora a de viajar, explorar e viver uma vida excitante.

Dessa forma, depois de ter feito dois intercâmbios, um aos 15 e outro aos 22, percebi ao me formar a chegada do momento perfeito para seguir o chamado do meu coração, ainda que desafiando toda a lógica e assustando todos os meus familiares: chegara a hora de viajar o mundo, começando pelo continente que mais me intriga, a Ásia.

No entanto, muito mais que viajar, senti a falta de uma motivação, um objetivo. O primeiro  já se demonstrava claro desde o começo dos planejamentos, uma vez que tive sempre muito interesse nas questões envolvendo o direito das mulheres, e a falta de informações claras e documentações reais do dia-a-dia da mulher que viaja sozinha, de forma aventureira e low cost, me apresentou, posteriormente, o segundo.

Assim nasceu a ideia do projeto lonewolfing, documentações da minha aventura real, sozinha pelo mundo, em diversas plataformas sociais: blog, youtube e Instagram. O projeto tem como objetivos 1) demonstrar a realidade da vida das mulheres em diferentes países do mundo e 2) ajudar meninas e mulheres que, assim como eu, desejam desbravar o mundo sozinhas, mas são constantemente desmotivadas pela família e pela sociedade, ou não sabem por onde começar.